Os 4 segmentos do varejo mais promissores em 2026 (segundo a NRF)

O varejo global entra em 2026 sob um cenário que muitos analistas já classificam como conturbado. Inflação ainda pressionando o consumo, juros elevados, instabilidade política, tensões geopolíticas e mudanças rápidas no comportamento do consumidor criam um ambiente em que nem todos os setores vão performar da mesma forma.

Nesse contexto, cresce a importância de entender quais segmentos do varejo tendem a resistir melhor às pressões econômicas, e, mais do que resistir, seguir crescendo.

De acordo com análises apresentadas na NRF, maior feira de varejo do mundo realizada anualmente em Nova York, quatro segmentos se destacam como os mais promissores do varejo em 2026. O motivo não é hype, inovação radical ou modismo. É resiliência.

O que significa “resiliência” no varejo?

No contexto da NRF e de estudos setoriais, resiliência não é apenas sobreviver a uma crise.

Resiliência significa:

  • manter demanda mesmo com perda de poder de compra,
  • sofrer menos com ciclos econômicos adversos,
  • continuar relevante para o consumidor em momentos de incerteza,
  • e apresentar crescimento consistente quando outros setores estagnam.

Em termos práticos, são os setores que o consumidor não corta com facilidade, mesmo quando precisa reorganizar o orçamento.


Os 4 segmentos do varejo mais resilientes e promissores em 2026

1. Alimentos

O setor de alimentos continua sendo o mais resiliente do varejo.

Em cenários econômicos difíceis, o comportamento do consumidor tende a mudar:

  • menos consumo fora de casa,
  • mais refeições preparadas no lar,
  • maior concentração de compras em supermercados e atacarejos.

Isso faz com que o varejo alimentar absorva parte do consumo que antes estava distribuído em outros canais.

Segundo especialistas do setor, quando a economia desacelera, as pessoas passam a priorizar supermercados em detrimento de lojas especializadas, reforçando a centralidade desse segmento no orçamento das famílias.


2. Farmácia e saúde

O varejo farmacêutico mantém crescimento consistente por um motivo simples:
demanda pouco elástica.

Medicamentos, itens de higiene pessoal ligados à saúde e produtos de cuidado contínuo não são facilmente adiáveis. Além disso:

  • envelhecimento da população,
  • maior preocupação com bem-estar,
  • e ampliação do autocuidado

reforçam a força estrutural desse segmento.

No Brasil, o mercado farmacêutico deve crescer cerca de 10,6% em 2026, segundo projeções da Abradilan.


3. Pet

O mercado pet deixou de ser um nicho há muito tempo.

Hoje, animais de estimação ocupam um papel central na estrutura familiar, o que se reflete diretamente no consumo. Em momentos de crise, o tutor tende a:

  • reduzir gastos pessoais,
  • mas preservar ou até priorizar gastos com o pet.

Alimentação, saúde, higiene e bem-estar animal seguem como despesas recorrentes, o que torna o segmento altamente resiliente.

Além disso, o setor pet combina dois fatores importantes:

  • recorrência de compra,
  • e forte vínculo emocional.

4. Artigos pessoais

Dentro da categoria de artigos pessoais estão produtos como:

  • sabonete,
  • shampoo,
  • desodorante,
  • pasta de dente,
  • itens básicos de higiene e cuidado diário.

São produtos de baixo ticket unitário, mas alta recorrência, o que os torna estratégicos em momentos de contenção de gastos.

Mesmo quando o consumidor corta itens supérfluos, esses produtos permanecem no carrinho. Por isso, o setor apresenta estabilidade de demanda e crescimento consistente mesmo em anos economicamente desafiadores.


Por que 2026 é considerado um ano “conturbado”?

A classificação de 2026 como um ano conturbado não se refere a uma única crise, mas a um acúmulo de fatores.

No Brasil:

  • 9 em cada 10 feriados caem em dias úteis, afetando produtividade e consumo,
  • ano de eleições presidenciais, que historicamente aumenta a incerteza econômica,
  • Copa do Mundo, que altera padrões de consumo e atenção do público.

No cenário global:

  • tensões comerciais e políticas entre grandes economias como Estados Unidos, Europa e China,
  • riscos nas cadeias globais de suprimentos,
  • ambiente financeiro mais cauteloso e menos propenso a crédito barato.

Esse conjunto cria um cenário em que compras adiáveis tendem a ser postergadas.


Quais setores do varejo devem enfrentar mais dificuldades em 2026?

Em contrapartida aos setores resilientes, os menos favorecidos em 2026 tendem a ser aqueles ligados a bens duráveis e semiduráveis.

Entre eles:

  • eletrodomésticos,
  • móveis,
  • eletrônicos,
  • materiais de construção,
  • moda e calçados.

Esses segmentos dependem mais de:

  • crédito acessível,
  • confiança do consumidor,
  • e decisões de compra que podem ser adiadas.

Em cenários de incerteza, o consumidor tende a postergar esse tipo de aquisição, impactando diretamente o desempenho dessas categorias.


O que isso significa para estratégias de marketing e negócio?

Para marcas, varejistas e profissionais de marketing, a principal lição é clara: crescer em 2026 não será apenas sobre tendência, mas sobre posicionamento estratégico.

Empresas inseridas em setores resilientes têm a oportunidade de:

  • reforçar presença,
  • investir em construção de marca,
  • capturar share de mercado enquanto outros recuam.

Já marcas em setores mais pressionados precisam:

  • revisar canais de venda,
  • ajustar comunicação,
  • repensar proposta de valor,
  • e alinhar expectativas de crescimento com a realidade do mercado.

Conclusão

Os 4 segmentos mais promissores do varejo em 2026 (alimentos, farmácia, pet e artigos pessoais) se destacam não por serem novidade, mas por algo muito mais relevante: resiliência em cenários adversos.

Entender esse movimento é fundamental para quem deseja construir estratégias de marketing mais inteligentes, realistas e alinhadas ao contexto econômico.

Esse tipo de análise faz parte do Giro de Tendências, uma série editorial da agência Vedere Marketing que traduz dados, comportamento e cenário macro em decisões práticas de marketing e negócio.

Mais do que apontar tendências, o objetivo é ajudar marcas e lideranças a construir estratégias mais conscientes, realistas e conectadas com o contexto em que estão inseridas.

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